Inteligência Artificial, seus conceitos e a nossa relação com o termo da moda

Inteligência Artificial, seus conceitos e a nossa relação com o termo da moda

Este texto que você está lendo foi escrito por uma pessoa. Mas poderia ser desenvolvido com a ajuda da Inteligência Artificial. Em uma sociedade onde a tecnologia avança numa velocidade nunca vista, incorporada em nosso dia a dia muitas vezes sem nos dar conta, o assunto chama a atenção. O termo e seu conceito, um dos mais buscados na internet, impulsiona debates e dúvidas sobre o seu uso, além de preocupações, ao passo que se coloca como uma ferramenta transformadora e útil que pode oferecer benefícios à sociedade.

No oitavo episódio do ProCast, o podcast do Grupo Protege, falamos justamente sobre Inteligência Artificial, ou apenas I.A. Para isso, trouxemos para o debate dois especialistas no assunto: Cezar Taurion, diretor de estratégia da RedCore, e Roberto Portella, diretor de tecnologia do Grupo Protege.

Confira a seguir os principais tópicos da conversa e não deixe de conferir o programa na íntegra.

 

Inteligência Artificial é mais do que você imagina – e muito além do ChatGPT

A I.A. é um campo da ciência da computação que estuda e desenvolve máquinas e programas capazes de reproduzir o comportamento humano na tomada de decisões e na realização de tarefas. Segundo Cezar Taurion, o conceito e os primeiros estudos surgiram na década de 50 com muitas expectativas e previsões um tanto frustradas. Nos anos 80 começou a evoluir e, mais recentemente, há cerca de 10 anos, a I.A. ressurgiu, se fazendo presente na medicina, na área de finanças (como na análise de crédito) e educação.

Hoje, quando interagimos com aplicativos sob demanda, como Netflix e Spotify, consumimos conteúdos que nos são apresentados e sugeridos a partir da nossa atividade, histórico e temas de interesse. Já reparou que, quando você assiste a um filme de comédia, outros tantos do mesmo gênero são sugeridos na sequência? Esta é a I.A. agindo, sem que a gente veja, comenta Roberto Portela. Quando você busca por um tênis de corrida na internet, na sequência começa a ser “bombardeado” de anúncios com promoções do item: aí também temos a I.A. em ação, integrada às ações de marketing.

Mesmo assim, havia algo interessante nessa “relação” com a I.A.: as pessoas ouviam falar, mas não a “tocavam”. Assim, criava-se uma barreira em seu entendimento. Foi agora, com a chegada do ChatGPT para uso público que as pessoas puderam de fato interagir “com alguém”, gerando maior curiosidade na tecnologia ao mesmo tempo em que gera muitas dúvidas. É o que chamamos de a I.A. generativa, que gera e produz conteúdos sob demanda, como imagens, textos, vídeos, músicas etc.

 

A Inteligência Artificial vai nos substituir?

Este é um dos grandes medos de conviver diretamente com a I.A. em nosso dia a dia. Isso acontece desde que o conceito surgiu, e mesmo antes com a Revolução Industrial; as máquinas na linha de produção de carros, por exemplo, o medo das pessoas perderem seus empregos; e por aí vai. Exemplos não faltam.

O que se pode dizer é que a I.A. não deve substituir, mas complementar o trabalho humano, facilitar. As pessoas deverão conhecer a fundo a operação, o trabalho em si, e intervir quando a máquina chegar ao seu limite. Até porque, a I.A. faz o trabalho mecânico e repetitivo, mas nunca vai substituir a empatia e as capacidades que são únicas e intrínsecas ao ser humano.

 

A máquina da I.A. pensa sozinha?

A pergunta é válida, mas quando falamos de Inteligência Artificial, estamos falando de uma linguagem de computação, equações matemáticas, códigos, fórmulas e filtros de dados disponíveis na web que geram as informações a partir do que foi alimentado.

Não. Não temos um gênio da garrafa ou alguém atrás do computador fornecendo conteúdo. São fórmulas matemáticas que vão refinando uma resposta, à medida que mais e mais interações acontecem com a ferramenta. Ou seja, a “máquina” vai aprendendo conforme novos dados são incluídos no sistema, sendo retroalimentada com dados e conteúdos coletados de diferentes frentes, com uma capacidade incrível de gerar dados e informações sob demanda de forma ágil.

 

Quer saber mais sobre o assunto e anotar todas as dicas dos especialistas? Assista ou escute na íntegra esse bate-papo sobre cyber segurança. Com apresentação e mediação de Paula Botelho e Coronel Diógenes Lucca, o ProCast está disponível no YouTube, Deezer e Spotify.

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