O Plano de Defesa de Cidades é um programa que visa fortalecer a segurança pública nos municípios brasileiros. Ele prevê, na teoria, a integração de ações de diferentes órgãos, como polícias, bombeiros e defesa civil, para combater a criminalidade. Mas como funciona esse plano na prática? Existe integração do poder público com empresas de segurança privada para proteger o patrimônio público?
Para responder a essas perguntas e ainda debater sobre o chamado ‘Novo Cangaço’, no 8º episódio do ProCast, o podcast do Grupo Protege, conversamos com especialistas em segurança pública e privada: Alecsandro Rocha da Silva, gerente corporativo de segurança do Grupo Protege, e o tenente coronel Souza, comandante do BOPE MS e integrante Alfa Bravo.
Confira a seguir os principais tópicos da conversa e não deixe de conferir o programa na íntegra.
O que é o ‘Novo Cangaço’?
‘Novo Cangaço’ é um termo usado para se referir a grupos criminosos que realizam ataques violentos, como assaltos a bancos, carros-fortes e transportadoras de valores. “Inspirado” em Lampião e seus cangaceiros, no início do século passado, o termo surgiu na década de 1990, no Nordeste brasileiro.
Nesta época, duas famílias rivais começaram a se enfrentar em uma guerra de facções. Elas começaram a roubar bancos e carros-fortes para financiar sua guerra particular, numa missão em que o objetivo maior era a vingança, a destruição da família rival.
Com o tempo, essa ideia do ‘Novo cangaço’ se espalhou para outros estados do Brasil. Agora, no entanto, o objetivo maior é o lucro da própria facção. Os grupos criminosos passaram a adotar uma postura mais “profissional”, com estrutura de crime organizado, uso de armamento pesado e treinamento especializado. Para o tenente coronel Souza, dentro dessa proposta de crime violento contra o patrimônio, é aí que se evidencia a necessidade do Plano de Defesa de Cidades.
Como funciona um plano de defesa para cidades?
Um plano de defesa para cidades é um conjunto de medidas que visa proteger o patrimônio público de ataques criminosos. O plano geralmente inclui amplas iniciativas, além do envolvimento de diferentes instituições especializadas em segurança e ações de prevenção, como simulados, além de estratégias de investigação e resposta a incidentes. A soma dessas ações de prevenção e o envolvimento de atores da segurança pública visam identificar e reduzir os riscos de ataques criminosos.
Existe integração do poder público com empresas de segurança privada nesse plano?
Não só existe como é imprescindível a integração do poder público com empresas de segurança privada nos planos de defesa para cidades. Porque quando falamos de um crime contra o patrimônio de alto escalão assim, estamos falando de inúmeros impactos e prejuízos em potencial, em diferentes níveis, para toda a sociedade e para as pessoas, acima de tudo.
Para Souza, é um trabalho que demanda a união dos diferentes núcleos e suas expertises, para criar uma estratégia de defesa e prevenção mais robusta e eficiente. As empresas de segurança privada podem fornecer apoio às forças de segurança em áreas como: inteligência, monitoramento e proteção de infraestrutura.
Quer saber mais sobre o assunto e conhecer outras histórias relacionadas ao tema? Assista ou escute na íntegra esse bate-papo sobre Plano de Defesas de Cidades. Com apresentação e mediação de Paula Botelho e Diógenes Lucca, o ProCast está disponível no YouTube, Deezer e Spotify.
